June 6, 2007

I always wanted to be a Tenenbaum.


A minha vida toda eu sempre soube que a minha família não era normal, mas de uma maneira excêntrica e divertida, como um filme do Wes Anderson. A tia que inventa que a sobrinha teve trigêmeos enquanto morava nos Estados Unidos, simplesmente porque não queria ser a única da vila a não ter netos. O tio que some por quatro anos porque decidiu que queria conhecer o Tibet e aprender sobre ervas, medicinais e outras nem tanto. A avó que sente uma leve dor de cabeça e apavora a família toda dizendo que estava com aneurisma. O pai que faz uma viagem internacional de quase nove horas para assistir a final do Campeonato Carioca. O mesmo pai que, aos cinqüenta e dois anos, decide comprar uma bateria porque diz ser relaxante.

O mais fantástico é que, mesmo depois de conviver com pessoas assim por quase vinte e dois anos, eu ainda consiga me surpreender. Não consegui evitar a gargalhada que tomou conta de mim quando meu pai me informa que estaria viajando pro Arizona (uma viagem que dura quase dez horas) depois de inventar uma conferência com um cliente pura e simplesmente porque estava com vontade de comer em um determinado restaurante. E depois ele ainda espera ser levado a sério.

May 19, 2007

Two & Two (always) Makes Up Five

Nunca tive um cérebro muito matemático e nunca levei jeito pra ciências exatas. Desde os primeiros anos de colégio, na longínqua época de Estudos Sociais, eu sempre fui muito melhor naquelas matérias que eram abertas para interpretação. E a minha vida pessoal nunca foi muito diferente da vida acadêmica.

Por mais que eu tente, nunca consegui decidir nada baseado simplesmente nos fatos, no que é concreto, na verdade que está diante dos meus olhos e que se recusa a ir embora. Sempre dei mais importância ao que o meu coração, ou no caso, ao que aquela maldita parte emocional do cérebro, me mandava fazer! Por essa razão, eu nunca fui muito bem sucedida nas minhas tentativas de cortar pessoas da minha vida. Depois de dar centenas de chances, e ser decepcionada em todas elas, eu finalmente conseguia... mas mais por orgulho ferido do que por qualquer outra razão. No entanto, o sofrimento que resultava disso era, e continua sendo, algo indescritível....

Nessas horas de indecisão, de perfeita consciência de que algo está profundamente errado e de instintos disparando alarmes internos avisando do perigo iminente, eu gostaria mais do que tudo de que na vida, assim como na matemática, 2 + 2 fossem sempre igual a 4. Seria um mundo tão simples, tão exato, tão imutável... e eu não precisaria me preocupar com conseqüências, poderia jogar fora esse medo de arrependimento que tanto me aflige, porque as minhas decisões em nada mudariam o resultado final. Afinal, a ordem dos fatores não afeta, nunca, o produto.

Onde está Pitágoras quando se precisa dele?

May 6, 2007

Jump, for my love!


"Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion's starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don't see that. It seems to me that love is everywhere. Often it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaky feeling you'll find that love actually is all around."


Um dos filmes mais verdadeiramente bonitos que existem! Não interessa o humor em que me encontre, esse filme sempre consegue me fazer chorar e me fazer mais feliz ao mesmo tempo!



P.S. - Ainda sem computador e sem condições de fazer um post decente!

April 8, 2007

A friendship sadly lost? Well this is true...and yet, it's false

Me decepcionar com a raça humana em geral é uma coisa tão frequente que já nem me incomoda mais... mas quando eu me decepciono com pessoas que significam o mundo pra mim, a situação é bem diferente. Eu nunca me senti muito confortável quando tudo está bem, sempre tive o constante receio de que as coisas pudessem escapar por entre meus dedos como grãos de areia. Esse desconforto, no entanto, nunca afetou minha capacidade de confiar e me entregar completamente àqueles que eu amo. Talvez seja por isso que a sensação de ser abandonada, esquecida me machuque tanto.


Eu tento, mas não consigo impedir que lágrimas brotem toda vez que eu vejo mais uma prova de como você conseguiu me substituir facilmente, coisa que eu ainda não cheguei perto de conseguir – e nem sei ao certo se quero. Quando alguma coisa acontece, seja ela boa ou ruim, o meu primeiro instinto ainda é te ligar pra contar. A sua companhia ainda é uma das mais divertidas, as nossas conversas ainda parte crucial da minha vida, a sua opinião ainda é muito importante pra mim, o amor que eu sinto por você continua tão poderoso quanto sempre foi, e a saudade que eu sinto é tão grande que às vezes chega a me doer fisicamente. Mas alguma coisa mudou.


Eu não sou mais a primeira opção, não sou mais a pessoa que te ajuda em tempos difíceis, não sou mais a companhia de todo dia, aquela pessoa que sabe os detalhes bobos da sua vida, não sou mais parte da vida diária...e isso me machuca! Não quero pedir atenção, não quero pedir pra voltar a ser importante, porque não acho que isso seja possível! A culpa não é nem minha e nem sua, e não estou aqui julgando suas atitudes.... é apenas um desabafo de uma pessoa que sente falta de como as coisas costumavam ser.


Te amo... isso nunca vai mudar!

April 1, 2007

Devil is in the details



"It's just one day I fell asleep
And all day, all night I dreamed
I am the first one I deceive
If I can make myself believe
The rest is easy..."


E nos meus sonhos vocês estão sempre presentes, uma eterna sucessão de momentos bonitos e felizes que me fazem sorrir enquanto durmo. Um alívio temporário pra saudade que se recusa a ir embora e uma prova de que a distância não consegue apagar o amor enorme que eu tenho por vocês. My people... my soulmates!

O triste é acordar e ver que foi tudo um sonho....

March 21, 2007

A little fairy dust and your happiest thoughts...

Retornar a infância é provavelmente o meu sonho mais impossível, e ainda assim eu frequentemente me pego desejando aquela inocência de volta, sentir mais uma vez que tudo é possível e ter certeza que o mundo é composto apenas de pessoas verdadeiramente boas.

Talvez seja por isso que toda vez que o mundo me decepciona meu coração anseie por atividades que me deixam voltar, mesmo que por um segundo apenas, pra tempos que não voltam. Pra minha sorte, existem coisas que nunca perdem sua simplicidade e inocência.

Eu até hoje não assisto o final de A Noviça Rebelde, porque gosto de fingir que o filme é apenas uma sequência de momentos felizes, sem nazistas ou traições. Eu ainda choro com desenhos da Disney, principalmente os contos de fadas. Ainda gosto de brincar na chuva, de voltar pra casa molhada e beber chocolate quente pra me esquentar. Eu coleciono bichos de pelúcia, gosto de fingir que eles têm personalidade própria, e dormir abraçada com um deles ainda me passa uma enorme sensação de segurança. Eu adoro colorir, brincar de pique esconde, comer pipoca com leite condensado e nescau...


"Second star to the right and straight until morning"

March 2, 2007

Be Quiet & Drive



De todas as maravilhosas coisas oferecidas pela capital do capitalismo, sem dúvida a minha favorita é o Connor.

Não apenas por causa da óbvia praticidade e comodidade de ir de um lugar ao outro a hora que quiser, sem depender de ônibus, metrô ou afins.

Eu amo o Connor porque com ele descobri a coisa mais relaxante do mundo. Finalzinho de tarde, com aquela brisa fresquinha batendo no rosto e nos cabelos, escutando Fiona Apple ou Hooverphonic e deixando o tempo passar, levando com ele qualquer resquício de preocupação ou raiva.

Se todo mundo soubesse desse poder, os fabricantes de Valium morreriam de fome.


Ah sim... Connor é o nome do meu carro...