Como o título já diz, alguns dias são melhores que outros!
Hoje, sem nenhum motivo aparente, foi um desses dias! Dia tranquilo, feliz da maneira mais simples e boba possível, recheado de surpresas fofas proporcionadas por uma das pessoas mais carinhosas e doces que eu já conheci! Dia de assistir videos no Youtube. Jogar video game por horas a fio e se divertir com as piadas bobas dos criadores. Ler Sandman e imaginar como deve ser cool conhecer o Gaiman e passar uma tarde conversando com ele e bebendo Margaritas, mesmo sabendo que eu me sentiria extremamente intimidada por ele.
Dia de pensar nas coisas boas da vida, e sorrir por saber que elas existem! E tudo isso começou porque ontem estava passando Sound of Music...
"All I want now is happiness
For you and me"
September 2, 2007
some days are better than others...
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Lutz
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August 17, 2007
Sandy, why can't we look the other way?
"É melhor ouvir isso que ser surdo!"
Outro dia escutei uma pessoa falando isso na rua e parei pra pensar... será mesmo? Ultimamente eu tenho tido decepção atrás de decepção, surpresa atrás de surpresa (sempre the bad kind)
Invejo aquelas pessoas que possuem a chamada audição seletiva, a maravilhosa capacidade de ignorar aquilo que as incomodam. Pode parecer escapismo, mas torna a vida muito mais fácil, as pessoas muito mais aceitáveis e o mundo em geral, muito mais colorido. Seria bom não lembrar de todas as coisas ruins que já escutei daqueles que amo, não lembrar da dor que certas coisas causaram porque simplesmente não prestei atenção quando elas aconteceram!
No entanto, eu tenho me encontrado cada vez mais atenta ao mundo ao meu redor, e, consequentemente, aos defeitos do mesmo. E me pergunto... o mundo sempre foi assim e eu que não reparava ou ele realmente está ficando cada vez pior?
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Lutz
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10:19 PM
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August 6, 2007
Looking Back
Uma amiga me falou uma vez que, por mais maravilhosa que uma viagem fosse, ela sempre ficava feliz em voltar pra casa, em retornar à vida normal, em dormir na sua própria cama novamente. Na hora, eu lembro ter discordado, mas agora vejo que ela estava certíssima e eu estava apenas analisando as coisas de maneira invertida.
Eu voltei pra casa há dois meses e agora, infelizmente, é hora de viajar novamente! Coisas dessa vida responsável, sabe?
Então não, eu não esqueci que tenho um blog. Eu simplesmente não estou pronta pra admitir que estou orfã novamente. Quem sabe em breve....
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Lutz
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June 9, 2007
Rio de Janeiro Love Blues
Às vezes acho que Carioca deveria ser uma nacionalidade, pelo menos pra mim! Pode soar como arrogância, mas eu gosto do fato que as pessoas aqui não sabem onde eu nasci, e que Brasil é o último país a passar pela mente delas. Normalmente adivinham Russa, Alemã, Inglesa, Neozelandesa ou algum outro país famoso pela brancura de sua população. Nunca tive muito orgulho de dizer que sou Brasileira, por motivos que nem eu sei bem, mas sempre enchi a boca pra dizer que nasci e cresci no Rio de Janeiro. O amor que eu tenho por essa cidade, amor esse que eu não tenho pelo país em si, é algo inexplicável.
O Rio de Janeiro corre nas minhas veias, e nunca encontrei cidade com que me identificasse mais. Talvez seja fruto da familiaridade, da certeza de conhecer cada cantinho do Rio, de já ter andado por suas ruas em todos os momentos do dia e de saber exatamente onde encontrar cada coisa. Talvez seja a beleza natural da cidade, com suas praias e montanhas que a tornaram tão famosa e tão amada por turistas do mundo todo. Talvez seja o calor humano do Rio, a sensação de ser bem recebido em qualquer lugar, de sempre encontrar um simpático estranho, seja no ônibus, na fila do banco ou no barzinho mais próximo. Talvez sejam apenas as memórias maravilhosas que essa cidade me proporcionou - memórias povoadas por pessoas incríveis, capazes de transformar uma caminhada ao final da tarde em uma experiência fantástica, que um ano longe não conseguiu diluir. No final das contas, talvez sejam todas essas coisas juntas, partes de um quebra cabeça que, quando montado, mostra a mais perfeita figura de um lar que eu já conheci.
Tom Jobim falou tudo: Rio, você foi feito pra mim!
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Lutz
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June 6, 2007
I always wanted to be a Tenenbaum.

A minha vida toda eu sempre soube que a minha família não era normal, mas de uma maneira excêntrica e divertida, como um filme do Wes Anderson. A tia que inventa que a sobrinha teve trigêmeos enquanto morava nos Estados Unidos, simplesmente porque não queria ser a única da vila a não ter netos. O tio que some por quatro anos porque decidiu que queria conhecer o Tibet e aprender sobre ervas, medicinais e outras nem tanto. A avó que sente uma leve dor de cabeça e apavora a família toda dizendo que estava com aneurisma. O pai que faz uma viagem internacional de quase nove horas para assistir a final do Campeonato Carioca. O mesmo pai que, aos cinqüenta e dois anos, decide comprar uma bateria porque diz ser relaxante.
O mais fantástico é que, mesmo depois de conviver com pessoas assim por quase vinte e dois anos, eu ainda consiga me surpreender. Não consegui evitar a gargalhada que tomou conta de mim quando meu pai me informa que estaria viajando pro Arizona (uma viagem que dura quase dez horas) depois de inventar uma conferência com um cliente pura e simplesmente porque estava com vontade de comer em um determinado restaurante. E depois ele ainda espera ser levado a sério.
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Lutz
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May 19, 2007
Two & Two (always) Makes Up Five
Nunca tive um cérebro muito matemático e nunca levei jeito pra ciências exatas. Desde os primeiros anos de colégio, na longínqua época de Estudos Sociais, eu sempre fui muito melhor naquelas matérias que eram abertas para interpretação. E a minha vida pessoal nunca foi muito diferente da vida acadêmica.
Por mais que eu tente, nunca consegui decidir nada baseado simplesmente nos fatos, no que é concreto, na verdade que está diante dos meus olhos e que se recusa a ir embora. Sempre dei mais importância ao que o meu coração, ou no caso, ao que aquela maldita parte emocional do cérebro, me mandava fazer! Por essa razão, eu nunca fui muito bem sucedida nas minhas tentativas de cortar pessoas da minha vida. Depois de dar centenas de chances, e ser decepcionada em todas elas, eu finalmente conseguia... mas mais por orgulho ferido do que por qualquer outra razão. No entanto, o sofrimento que resultava disso era, e continua sendo, algo indescritível....
Nessas horas de indecisão, de perfeita consciência de que algo está profundamente errado e de instintos disparando alarmes internos avisando do perigo iminente, eu gostaria mais do que tudo de que na vida, assim como na matemática, 2 + 2 fossem sempre igual a 4. Seria um mundo tão simples, tão exato, tão imutável... e eu não precisaria me preocupar com conseqüências, poderia jogar fora esse medo de arrependimento que tanto me aflige, porque as minhas decisões em nada mudariam o resultado final. Afinal, a ordem dos fatores não afeta, nunca, o produto.
Onde está Pitágoras quando se precisa dele?
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2:34 AM
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May 6, 2007
Jump, for my love!

"Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion's starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don't see that. It seems to me that love is everywhere. Often it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaky feeling you'll find that love actually is all around."
Um dos filmes mais verdadeiramente bonitos que existem! Não interessa o humor em que me encontre, esse filme sempre consegue me fazer chorar e me fazer mais feliz ao mesmo tempo!
P.S. - Ainda sem computador e sem condições de fazer um post decente!
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Lutz
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1:05 AM
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