Não, eu não sou perfeita - longe disse. Tenho mais defeitos do que existem palavras para expressá-los. Cometo erros diariamente - a maioria deles a meu respeito.
Sou a pessoa mais teimosa que você um dia vai conhecer. Tenho sérios problemas para balancear diferentes áreas da minha vida. Acho divertido falar mal de pessoas que não conheço. Odeio admitir que errei. Sou volúvel, impaciente, perfeccionista ao extremo, temperamental e um tanto indelicada quando alguma coisa não segue meus planos tão bem traçados.
Sou insegura, carente, possessiva e ciumenta de uma maneira "quase" doentia. Sou sarcástica, imprudente, insolente e intransigente. Não gosto de fazer concessões, abrir exceções ou mudar de opinião. Tenho uma visão muito bem definida do mundo e não gosto de mudá-la por nada nem ninguém.
A lista continua ad infinitum. Então por que você sente a necessidade de me acusar de coisas das quais sou inocente?
October 6, 2008
I'm calling it quits...
Posted by
Lutz
at
3:15 PM
2
comments
September 9, 2008
music is my imaginary friend
Que o meu gosto musical define certos aspectos da minha personalidade eu já sabia, mas até cientistas escoceses confirmarem isso, eu nunca tinha parado pra pensar no quanto. Além de escreverem a minha trilha sonora pessoal, os músicos que fazem parte da minha vida compartilham de detalhes que moldam o meu universo. Pessoas extremistas, desesperadas, volúveis, obstinadas – mas acima de tudo, pessoas sinceras que reconhecem sua própria individualidade.
Sob a luz desse silogismo, a minha seleção inconsciente de músicas favoritas é facilmente explicada. Afinal, existe algo mais poeticamente obsessivo do que amar alguém tão intensamente que até morrer em um acidente de carro com essa pessoa se torna um privilégio? Algo mais irracional do que reconhecer a própria inaptidão por não ser as pretty as those girls in magazines? Algo mais obsceno do que se identificar com o anseio de ser perder do mundo, nem que por um minuto apenas?
É reconfortante saber que eu nunca estou realmente sozinha – a fuga alheia me faz companhia.
Posted by
Lutz
at
9:50 PM
3
comments
August 24, 2008
It's been a long, slow collision
Eu tenho uma relação de amor e ódio com esse blog. Escrever aqui é meu refúgio, meu porto seguro no meio da tempestade, o único cantinho que é só meu. Mas, ao mesmo tempo, escrever aqui é comprovação de que eu estou, novamente, sozinha. Não sinto necessidade de me expor a não ser quando sou condenada à solidão desse lugar, mas quando ninguém mais me entende, a neutralidade desse espaço me conforta.
Se fico muito tempo sem aparecer, não é por falta de apego e sim porque muito me custa admitir que, mais uma vez, eu preciso desse cantinho. Minha vida toda eu tive algum tipo de subterfúgio e hoje não é diferente. Quando eu preciso fugir de mim mesma, nada mais apropriado que fugir para um lugar tolerante, imparcial – maravilhoso em toda a sua simplicidade.
I’m back… whatever that means.
Posted by
Lutz
at
9:26 PM
2
comments
December 27, 2007

Não acho que era isso que minha mãe tinha em mente quando ela me falou que geeks dominariam o mundo... mas não é que ela estava certa?
Porque não existe nada mais divertido que organizar uma Ploc particular e reviver a infância através da telinha do YouTube.
Obrigada, deuses da Internet, por mais esse presente!
Posted by
Lutz
at
10:39 PM
4
comments
December 14, 2007
The art of people watching....
Observar as pessoas ao meu redor sempre foi um dos meus passatempos prediletos. Grande parte da minha alegria de viver vem de compartilhar momentos com completos estranhos, viver através de pessoas que fazem parte da minha vida por frações de segundos. Fui a um show ontem... show de rock clássico, de uma banda que existe há mais tempo do que eu. O artista presente no palco é irrelevante. Eu vou apenas para ver o sorriso de criança no rosto do meu pai, ver a emoção que ele sente ao escutar ao vivo, pela primeira vez, uma música que marcou sua juventude e que provavelmente traz tantas boas lembranças.
Ontem tive o prazer adicional de observar uma mulher, em torno de cinquenta anos, que demonstrava a mesma paixão pela música que meu pai. Ela havia deixado para trás as responsabilidades de casa, filhos e marido para viver uma noite de cumplicidade com suas amigas. O seu sorriso era contagiante. Ela dançava como se não existesse mais ninguém ao seu redor e cantava com toda a força de seus pulmões, liberando demônios presos há anos.
Ela nunca vai saber disso, mas ela liberou alguns dos meus demônios também. Obrigada!
Posted by
Lutz
at
9:28 PM
1 comments
November 7, 2007
Daffodil's Lament
Nunca consegui manter um diário por mais de uma semana que fosse. A grande dificuldade, para mim, sempre veio justamente da principal função de um diário - eternizar a memória de momentos que marcaram a vida do autor, exatamente como eles foram interpretados na época que ocorreram. A permanência das minhas palavras sempre me causou um certo desconforto, uma sensação de inaptidão e inferioridade.
Os pensamentos e sensações mudam, evoluem - e aquilo que um dia foi escrito, que é imutável por natureza, se torna obsoleto. Sinto vergonha de um dia ter rabiscado aquelas letras, de um dia ter sido aquela pessoa - vergonha ainda maior que reconhecer que ainda a sou.
Quem sou eu para macular a perfeita brancura daquelas páginas com minhas pretensões e desejos? Que direito tenho eu de achar que minhas mãos seriam dignas de tentar a arte reservada aos mestres?
Por isso o meu apego ao mundo virtual - a esse veículo de comunicação cibernético, onde nada, nem mesmo minhas próprias palavras são permanentes. A facilidade do irreal, do intangível. Fingir ser outra pessoa se torna muito mais simples quando as memórias e as mentiras podem ser apagadas com o mais suave apertar de um botão.
Posted by
Lutz
at
9:28 PM
1 comments
October 20, 2007
I've given all I can, it's not enough
E o meu problema é (sempre) amar demais, me importar demais, pensar demais...
A grande constante da minha vida é o desequilíbrio entre o dado e o recebido, a fantasia e a realidade. É tanto egoísmo assim esperar que a preocupação seja recíproca e que o carinho seja mútuo?
E o que eu faço quando o sentimento de culpa por esperar essas coisas todas se recusa a ir embora?
The problem is not that I don't love you - it's that I love you too much!
Posted by
Lutz
at
9:10 PM
0
comments